Me perdi em mim.



 

  Ainda dói lembrar, de tudo o que vivi, lembrar de tudo o que planejei  mas não viverei.
  Dói pensar que ainda é só o começo da vida, que muitos outros anos virão, e que um após o outro eles me darão a certeza, de que sigo sem saber como se vive.
    Não me forneceram um manual de instruções, porém a vida sim se vive no modo manual, não há um piloto automático que pode me desviar dos problemas, e das decepções.
    Não há um antídoto contra a toxicidade de certas pessoas, não há uma barreira capaz de me proteger de mim mesmo e de meus pensamentos.
    Eu queria poder gritar, externar tudo o que está aqui dentro, porém nem eu sei bem o que está acontecendo, não sei como lidar com tudo o que há de vir. 
   Haaaa, o que há de vir? As incertezas me consomem, noite após noite, tiram de mim bem mais que o sono madrugada adentro, me fazem questionar coisas além das que eu deveria questionar. Colocam em cheque o que eu acredito, e o que me mantém de pé!
   Mesmo que eu saiba que essa luta, tem que ser travada e vencida por mim e para mim, no ímpeto do meu ser, ecoa um grito de socorro de uma alma que anseia por um colo, que deseja poder chorar sem ser julgada, que necessita ser amparada, acima e apesar de todos os pesares.
   Olho para os lados como se houvesse perdido algo, talvez eu tenha te perdido, ou tenha me perdido, não no caminho,  mas dentro de mim, nas veredas daquilo que eu chamo de EU, pelas estreitas, confusas e desertas ruas de quem sou quando ninguém me vê.

   



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